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Clique neste link para ler o comentário… “Tempos Modernos”: não podemos desistir da generosidade.

Em matéria de hoje, da Folha de S. Paulo, o Hospital das Clínicas terá primeiro centro de atendimento a pessoas dependentes de celular no próximo semestre. A ideia de ver o aparelho como um “pedaço do corpo”, só teria se intensificado com a proliferação dos smartphones e suas dezenas de aplicativos e atrativos.

Não á toa o campo Psi (psicanálise, psicologia e psiquiatria) voltam cada vez mais o olhar para esta nova forma de “dependência” ou, no mínimo, como cita Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, uma “relação absurdamente descontrolada”.

Para alguns parece não haver vida sem o celular a seu alcance. Mas, pior que isso, se conseguimos ficar sem ele, somos permanentemente cobrados por isso. Quem já não se pegou experimentando alguma dose de angústia por estar sem o aparelhinho?

Assim, como vivemos um tempo especialíssimo no sentido de se nomear novas síndromes e novas formas de angústia, alguns chamam a isto de nomofobia. O nome deriva da expressão inglesa “no mobile” (sem celular) e estaria marcada pelos sinais clássicos da angústia (palpitação, desconforto, pânico, etc.).

Trata-se de uma angústia causada pelo fato de estar “desconectado”, ou seja, sem o aparelho celular, ou, como na maioria dos casos, “os aparelhos celulares”. Sem dúvida, é mais uma variação de comportamento patológico trazida pelas novas tecnologias.

O medo de “estar só”, de “não poder pedir ajuda”, de “não ser facilmente localizado”, me parece está na base desta angústia que, no cotidiano, realmente, produz momentos de pânico.

Como uma teimosa defesa contra esta situação de dependência, sempre digo e enfatizo, relembrando uma propaganda de um tempinho atrás: “não sou um ligador…sou um recebedor”.

Mas, isto não basta. É preciso muito mais para colocarmos essas tecnologias a nosso serviço, sem sofrimentos, e não nos escravizarmos, ou nos tornarmos dependentes delas.

Comento o filme no link a seguir… Shame” e a servidão à perversão.

Aqui comento apenas o primeiro dos 4 contos de “Um Artista da Fome”…um pequeno conto, mas atordoante. Clique no link a seguir para ler…Kafka: “Um Artista da Fome” – I (“Primeira Dor” – Um Artista do Trapézio).

O filme “Paraísos Artificiais” estreou e o diretor Marcos Prado disse ter se inspirado em Baudelaire. Aqui uma resenha do pensamento de Baudelaire sobre os efeitos da droga. Clique no link a seguir: C. Baudelaire: “Paraísos Artificiais (o haxixe, o ópio e o vinho)”.

O professor Paul Singer esteve hoje no Roda Viva (TV Cultura). Sem dúvida, é um dos principais intelectuais brasileiros e tem se dedicado intensamente à questão da economia solidária, que define como uma alternativa ao capitalismo. A entrevista só consolidou a imagem que possuo do prof. Singer: um intelectual crítico e humanista.

Singer não esconde de ninguém sua “decepção” com o PT, que ajudou a fundar. Para ele, o crescimento do PT, inevitável, o transformou numa máquina eleitoral e lhe tirou a utopia, tão necessária ás verdadeiras mudanças. Hoje, o partido precisaria de uma oposição (de esquerda) que lhe tirasse da posição cômoda.

O debate contou com participações expressivas como Maria Victória Benevides e Ricardo Antunes. O jornalista Marcelo Parada tocou em uma questão que me interessa especialmente: qual a visão do mundo política que estes setores emergentes trazem consigo? Trata-se de setores que vai endossar uma visão crítica da política ou vão se render ao consumismo? Infelizmente o tema não foi aprofundado.

Fica o respeito pelo professor… um humanista e um educador de primeira linha, que fez sua opção partidária, mas nunca perdeu sua autonomia intelectual. Certamente, um exemplo.

Alguns comentários sobre o filme e outras coisinhas. Clique o link a seguir e leia. “Além da Vida” e… como discutir o tema da morte?.

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